Floresta Amazônica  Bailado em dois atos

Floresta Amazônica

Bailado em dois atos, música de Heitor Villa-Lobos, coreografia de Dalal Achcar e Frederick Ashton, cenários e figurinos de José Verona. Estréia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 6 de agosto de 1975, na abertura do Festival Internacional de Dança do Rio de Janeiro. Margot Fonteyn interpretou a primeira bailarina, fazendo par com David Wall.
A obra Floresta Amazônica foi composta em 1658, um ano antes da morte do maior compositor brasileiro, Villa-Lobos. Foi composta originalmente para orquestra, solo e coro masculino.


Primeiro Ato: o ballet se inicia com a intenção de reproduzir a floresta amazônica, sua fauna e sua flora misteriosas. Uma tribo indígena entoa cantos religiosos que pedem caça e pesca farta a sua deusa. Na seqüência, danças indígenas (adágios românticos). Ao findar o dia, a floresta é dominada pelas sombras. Já de manhã, as ninfas, companheiras da deusa, se banham na cachoeira, sendo que a deusa some e reaparece como que por encanto. Surge de repente um homem branco, perdido e cansado, que deita-se e adormece. As ninfas o conduzem até a deusa. O encontro é suave e mágico: eles se tocam, se descobrem, se apaixonam e se entregam ao amor. A deusa percebe assim que também é humana. Porém, surgem os índios, que se revoltam com o amor carnal da deusa. Porém, o amor dos dois não é abalado.
Segundo Ato: A harmonia é quebrada por prenúncios de incêndio na floresta: eram os índios, para se vingar da deusa e assustar o homem branco. São ingênuos a ponto de não perceber o perigo que isso causaria. Porém, já era tarde, pois vários animais já haviam morrido no fogo. A floresta se petrifica, mas a força do amor revigora a brisa e o verde. O jovem casal desperta de seu sono de morte e eleva-se num vôo longínquo, tornando-se eterno. Os namorados acenam um adeus aos índios, aos animais e à floresta petrificada, sumindo no horizonte de luzes.

COMENTÁRIO: Confesso que nunca vi este ballet na íntegra, mas vi o Pas de Deux, que é lindo, suave e super romântico. Se você tiver a oportunidade de ver, não perca, pois além de ser uma obra "tupiniquim", ele tem uma história apaixonante!