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Aos 3 anos já tinha aulas de balé clássico. "Lembro-me de falar a minha mãe que queria ser uma das maiores bailarinas do mundo", conta. E conseguiu. Aclamada como a "Maria Callas da dança", ela já foi disputada por coreógrafos como Maurice Béjart, Glen Tetley e John Neumeier e dançou com parceiros famosos como Richard Cragun (seu marido por 16 anos), Rudolf Nureyev e Jorge Donn. A garota que começou a carreira aos 15 anos, no consagrado Royal Ballet, em Londres, ainda é assediada com convites de coreógrafos e bailarinos do mundo todo. Ela se mantém em forma e continua com um preparo físico invejável por causa da dança. "Danço nas horas vagas, danço quando estou feliz, danço quando estou cansada", afirma Márcia aos 62 anos, mostrando a receita de um corpo flexível e uma alma sempre jovem. Nada a impede de recolocar as sapatilhas e subir ao palco. Em outubro de 1999, apresentou-se com o bailarino brasileiro Ismael Ivo, com a peça Tristão e Isolda, na Alemanha. "Eu não vou parar nunca de dançar", diz.